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Aprimorando o uso do seu Garmin

Está cada vez mais comum nos braços dos corredores relógios com GPS, e a grande maioria tem optado pelos da Garmin, marca reconhecida mundialmente pela qualidade neste ramo, desde os GPS para carro, até os de pulsos, utilizados pelos esportistas. Falamos em esportistas pois as funções de cada modelos se diferem, alguns podem ser usados para diversas modalidades, inclusive para natação. A entrada da marca no Brasil foi principalmente através dos modelos 305, 310, 405 e 410, há cerca de uns 5 anos. Muita gente ainda usa esses modelos, e posteriormente a lista aumentou bastante, tendo agora desde os modelos da linha 10, 110, 210/220,…, chegando ao 910/920 que podem ser utilizados para corrida e também para natação.

Mas o real motivo deste post é tentar dar algumas dicas gerais sobre o relógio, pois tem muita gente que usa e não faz ideia das milhares de funções que o Garmin oferece. Vale ressaltar que há mudanças de um modelo para o outro, e como não temos acesso à todos os modelos, algumas dicas podem não ser encontradas exatamente da mesma forma no seu modelo.

– Início.
O primeiro passo ao utilizar o Garmin é cadastrar seu perfil, peso, altura, data de nascimento, etc, pois com base nisso ele irá calcular algumas variáveis do treino como gasto calórico. Configure também suas medições favoritas (cadência ou velocidade; voltas automáticas a cada km ou milha; brilho, contraste e opções da tela, etc). É muito importante também, sempre que for treinar, acionar o GPS do relógio alguns minutos antes de iniciar a atividade, ou seja, aproveite aqueles minutos de alongamento e aquecimento no mesmo local para já acionar o GPS, pois é comum você iniciar uma atividade com uma péssima precisão do satélite, e depois ver que o ritmo e percurso do início do treino não batem com o que você realmente fez.
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– Botões.
Em todos os modelos você terá pelo menos o botão de star/stop (nos modelos com touch screen pode ser diferente), para iniciar e pausar/terminar o treino, e o botão lap/reset (voltas ou zerar). São os botões básicos e importantes, pois por exemplo, se você quer saber quão rápido é seu ritmo em 200m de corrida, é só percorrer a distância e apertar o “lap”, seu garmin dividirá aquele trecho com a distância percorrida, pace (ritmo/cadência), e o tempo gasto nesta distância. Muito importante para fartleks e treinos intervalados.
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– Escolhendo suas “telas”.
A maioria dos modelos para corredores tem a opção de ter até 3 informações numa mesma tela de treino, e alguns modelos te dão a opção de ter até 4 telas (como o 410), ou seja, você pode ter 12 informações instantâneas sobre o seu treinamento, dentre as mais de 30 opções, como “tempo total”, “tempo da volta”, “velocidade da volta”, “velocidade média”, “cadência”, “cadência da volta”, “quantidade de voltas”, “distância”, “distância da volta”, “precisão do satélite”, “altimetria”, “hora do dia”, “batimentos cardíacos”, “média dos batimentos”, etc. No menu do seu relógio você fará a escolha das informações que considerar mais importantes.
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-Programando os treinos.
Muita gente não faz nem ideia que é possível programar treinos específicos no Garmin. Alguns modelos te dão a opção de programar o treino no próprio relógio, por exemplo num treino intervalado, no qual você programa 8x 400m, com intervalo de 1min, neste caso você escolherá o “tiro” como distância (0,4 km) (há também a possibilidade de escolha por tempo), o descanso como tempo (00:01:00) (há também a opção de escolha por distância), e as repetições “08”. Ao iniciar o treino, o garmin irá lhe auxiliar com beeps quando cada trecho estiver terminando, sem ter a necessidade de ficar controlando a distância na pista ou ficar olhando no relógio a todo momento (alguns modelos tem a opção inclusive de determinar o ritmo para cada trecho, por exemplo tiros pra 3:30 a 3:40 min/km, e se você não estiver dentro da zona pretendida ele vai avisando para você acelerar ou abrandar). A configuração pode ser para treinos simples também, ou até para uma prova, você pode cadastrar a distância da prova, 10km por exemplo, e ao terminar a distância o relógio pausa sozinho (muito bom praquelas pessoas que terminam a prova dando o máximo e muitas vezes esquecem de desligar o cronometro).
Se seu modelo não permite a configuração de treinos no relógio, a opção é programar no computador. A primeira opção é a programação no garmin connect ou garmin express, que são os sites online do seu perfil da Garmin. Outra opção é baixar o garmin training center (Download do site da Garmin). Em ambos você tem opção de analisar suas atividades, recordes, criar mapas e configurar novos treinos, inclusive com distâncias e intervalados variados, por exemplo, 2x1000m + 4x600m, etc. Confira uma tela do Training Center:
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Com a programação dos treinos você pode se preocupar mais com sua técnica de corrida, respiração e passadas, além de não se perder com as contas dos km´s em cada treino.

Outra facilidade, é pode passar os dados do garmin diretamente para outros sites, no nosso caso, o Linha De Chegada. Para isso é necessário instalar um comunicador (http://www8.garmin.com/support/download_details.jsp?id=3607). A Garmin vem tentando boicotar essa sincronia para forçar os usuários a só utilizarem o connect e o express. Mas mesmo assim você tem a opção de exportar o treino em formato GPX ou TCX, e importar para esses outros sites.

Bons treinos! #G5esportes #KeepRunning

Ciclos competitivos, já ouviu falar?

Provavelmente você já ouviu falar disso, mas provavelmente não prestou atenção necessária ou nunca parou para se preocupar. O mais comum deles, e este com certeza você já ouviu falar, é o ciclo olímpico, e a verdade é que os ciclos competitivos deveriam fazer parte de sua rotina, mas dificilmente fazem. Vamos aos poucos entender o porquê.

Bom, primeiro vamos explicar melhor essa história. Um ciclo competitivo nada mais é que um período de treinamento visando um objetivo específico. Dependendo da modalidade e competição esses ciclos podem durar de 4 meses a mais de 2 anos (caso das olimpíadas por exemplo). Num ciclo olímpico, que será chamado de Macrociclo, o atleta terá várias fases de treinamento, sendo o primeiro objetivo alcançar o índice determinado pelos organizadores. Vamos ao exemplo de uma Maratona (42.195m), normalmente os atletas de elite disputam de 2 a 4 provas por ano, e a preparação será iniciada com o objetivo de alcançar o índice olímpico em uma determinada prova, ele terá seu primeiro Mesociclo. Nestas provas em busca do índice seu desempenho será abaixo do que ele pretende desempenhar na olimpíada (caso consiga o índice), e aí entram diversas metodologias de treinamento, variações de treinos, intensidades, volume, etc, mas que no final buscam chegar na competição alvo no auge da forma física, e 100% preparado para a competição. Normalmente, durante os Mesociclos o atleta acaba buscando um objetivo específico numa prova mais curta, por exemplo uma Meia Maratona (21.097m). Dentro dos Mesociclos ainda existem os Microciclos, treinamentos de uma ou duas semanas com objetivos e intensidades variadas, buscando trabalhar resistência aeróbica, muscular e de velocidade.
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Na vida dos atletas amadores, esses ciclos competitivos têm sido deixados de lado, e o principal motivo são as dezenas de provas realizadas à toda semana. Em 2010 por exemplo, os atletas esperavam ansiosos pela realização da Corrida da Unimed, ou das etapas da Prefeitura em Curitiba. O calendário dava uma boa folga entre uma prova e outra, dando tempo do atleta se preparar de forma antecipada, e posteriormente descansar do estímulo forte realizado. Hoje chegamos a ter no mesmo final de semana 4 corridas de rua, e num mesmo mês mais de 12 provas. A organização de um ciclo competitivo nestes casos fica prejudicada, principalmente porque muitos corredores caem em tentação e saem se inscrevendo em várias provas… Na mesma semana que o atleta teria que fazer um treino longo, ele está inscrito numa prova de 5km, e daí como pedir para que ele vá “de leve” na prova e faça o longo depois?! Bom, pedir até dá, mas o atleta irá respeitar? Na hora da prova o lado competitivo fala mais alto e a vontade de superar os limites ou de quebrar recordes pessoais também. Depois de forçar numa prova curta, o rendimento para o treino longo não será o mesmo, e o risco de lesão aumenta consideravelmente. Lembre-se que estamos falando de ATLETAS AMADORES, que não vivem da corrida, e que nos dias seguintes precisam trabalhar, cuidar de seus negócios, sua família, etc.

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O que fazer então? Bom, se você é o treinador, tente programar com seus alunos de forma antecipada quais as provas que eles pretendem correr durante o ano, para que fique mais fácil organizar os ciclos, e dê a dica para que ele não se inscreva em TODAS as provas possíveis. Isso irá melhorar até o aspecto motivacional fazendo com que ele dê valor àquelas que irá participar e tenha melhores resultados. Caso o aluno queira participar de várias provas, uma atrás da outra, procure objetivos diferentes, que ele consiga fazer uma prova num ritmo mais lento, mas mantendo o mesmo ritmo nas subidas e descidas, ou que ele acompanhe outro aluno dando o ritmo (pacer). Ou então que ele faça determinadas provas só pra CURTIR, tirar fotos talvez, acompanhar outros amigos, etc.

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Se você é o aluno, ou apenas um corredor amador, procure ter um foco melhor. Aproveite a grande variedade de provas e escolha as que têm melhor organização, ou um percurso melhor para quebrar um recorde pessoal. Talvez aquela em que terá vários amigos ou toda a galera da assessoria. Lembre-se que as vezes é melhor fazer menos provas, mas com qualidade, do que participar de todas sem o descanso correto ou a devida preparação.

O corpo humano é uma máquina muito complexa, que requer cuidado e boa preparação para os desafios. Ajuste com seu treinador seus ciclos de treinamento e seus objetivos!

G5 Esportes – Sua Melhor Escolha!
Texto por: Guilherme Horst e Gustavo Nogas