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42km, é hora de superação!

Tem gente que cansa só de pensar em correr 42km! Quando estamos treinando para a Maratona os comentários são muitos, e as vezes até engraçados. “São malucos, não faço isso nem de bicicleta”, “tem quantos dias pra correr essa distância toda?!?”, “O que leva as pessoas a tentar correr uma distância que alguém morreu tentando correr?”, “Mas você vai caminhar né?”, “Não corro isso nem na semana inteira de treinos!”, etc, etc, etc.

Pois é, mas a hora da verdade está chegando!!! Faltam 12 dias para a Maratona de Curitiba, e os “loucos por corrida G5” vão em busca dos 42 km!! Olhando um pouco para trás, iniciamos o trabalho de Assessoria em julho de 2011. Pouco mais de 1 ano depois chegamos à primeira Maratona, assumindo erros e jogando aberto, sempre! 5 malucos toparam treinar e entrar neste desafio, e mais 1, o mais maluco que topou sem nem conseguir treinar direito!! Serão os primeiros Maratonista da G5, e esperamos que os primeiros de muitos que ainda terão esse sonho, e passarão pelas nossas “mãos” (mais precisamente pelas nossas planilhas e métodos).

PERFIL:
Começando pelas “meninas”, a única neste grande desafio será a Paola – 24 anos, correndo há alguns anos, ela sempre participou de provas de 10km e desde ano passado de Meias Maratonas. Ela sempre conseguiu destaque na categoria, conseguindo podium nos 10k e nas Meias também. Para o desafio da Maratona ela começou a treinar com a G5, e conseguiu bons resultados em outras provas posteriormente, sendo segunda colocada na categoria na Meia Maratona Noturna de Curitiba, e quarta colocada geral nos 8,6km da Corrida da Lua Cheia no Parque Tingui. Ela conta que ficou muito satisfeita com os treinos para a maratona. “Considerando que, geralmente, a semana alterna diferentes tipos de treino (tiros longos, fartlek, longões, regenerativo), isso afasta a monotonia. Como não tivemos muitos treinos de velocidade, mas ‘tiros’ de maior distância, minha maior dificuldade foi com os longões mesmo.” Disse ainda que “Minha maior motivação e expectativa, sem dúvidas, é a de concluir a maratona e conseguir correr (ou pelo menos trotar) durante todo o percurso.” A expectativa da Paola é fazer a prova um pace de 6:00 min/km, terminando o percurso em aprox 4h15min.

Seguindo na mesma categoria, o mais jovem a encarrar o desafio vai ser o Nicholas – 22 anos, sobrenome Superação!! Ele conta que chegou a pesar 104kg, e entrou no mundo da corrida para perder peso. Antes de alcançar esse primeiro objetivo foi motivo de risos e piadas, mas com um passo de cada vez, foi perdendo peso, somando quilômetros e encarando novos desafios. Já nas primeiras provas de 10km, ele conseguiu resultados expressivos, subindo ao podium em primeiro lugar da categoria. Ele conta que “Desde então foram algumas corridas, fiz amigos, conheci o pessoal da G5, e hoje estou há pouco menos de duas semanas da maratona de Curitiba. Cruzar esta linha de chegada será mais do que correr os 42 quilômetros, mais do que completar um grande desafio; É de fato celebrar a mudança, um novo estilo de vida, muito mais real que qualquer medalha ou troféu. Os 42,195 km já foram conquistados, desde o meu começo cheio de dúvidas e com o constante medo do fracasso, resistindo e colocando um pé na frente do outro. No final das contas, não me importo se acabar perdendo no sprint final ou se não conseguir manter o ritmo, porque o adversário mais importante eu já deixei pra trás. E este eu sei que não me passa mais.”

Ainda na categoria 20-24 anos, chegamos ao Thomas – 23 anos. Incentivado pelo professor Gustavo e por amigos em comum ele começou nas corridas em 2011. Antes disso o negócio era academia e o jeito foi começar perdendo alguns quilos de massa muscular pra encarrar as provas. Seu sobrenome é Competição!! Durante 2012 todo ele vem travando uma disputa segundo à segundo com ele mesmo e com a galera G5. Logo na primeira prova de 10k veio o SUB-50, e desde então ele vem perseguindo o SUB-40, e falta pouco. “A preparação não é fácil, os treinos longos e a km semanal alta cansam bastante e dificultam os treinos, aparecem dores de tudo quanto é jeito e em várias partes, cansaço depois do trabalho, falta de tempo, fadiga mesmo
após o dia de recuperação. É necessário muita persistência, mas o objetivo é terminar a prova e correr a maior distância até agora, então a determinação é o segredo.”

Mudando de categoria, chegamos ao mais maluco de todos, Thiago, namorado da Paola, resolveu aos 43 minutos do segundo tempo fazer a Maratona!!! E você já deve ter adivinhado, ele não treinou pra isso! Não tentem imitá-lo, por favor. A verdade é que ele acaba sempre acompanhando a Paola nas provas e em alguns treinos e mesmo sem treinar sistematicamente, tem mantido um volume semanal de treino bom, além de ter participado de algumas Meias Maratonas esse ano. Com certeza será um desafio e tanto, e nessas três últimas semanas ele treinou forte e vai na raça! Ele vai sem previsão de pace, pra completar!

Chegando ao Prof Gustavo, que sempre achou uma grande loucura correr uma Maratona, mas se rendeu a experiência, primeiro para sentir na pele o que são os treinos para a maratona, e depois pelo desafio pessoal de completar a prova, talvez seja uma medalha que milhares de corredores sonham em ter, e pra ele não é diferente. “Sempre deixei claro que gosto mesmo das provas curtas e intensas, passei 2011 todo só correndo provas de 5km, e em 2012 voltei aos 10km tentando ser SUB-40, e tendo o objetivo de completar 2 Meias, consegui, e acreditando ser este o meu melhor momento (fisicamente), resolvi encarrar o desafio da Maratona” diz ele. “A preparação não é fácil, manter entre 50 e 65km de corrida por semana é muito intenso, e tendo ainda que conciliar com outras atividades, família, amigos, etc, fica mais complicado ainda. Diversas vezes acordei as 5h da manhã pra treinar, e espero que a recompensa venha no dia 18, conseguindo completar bem a prova.”

E por fim, deixamos o Prof Guilherme, por um motivo simples, desses malucos, ele é o único que já encarrou o desafio e sabe na pele as dificuldades. Em 2010 ele resolveu participar da Maratona sem treinar direito, e sofreu muito, tendo que caminhar por boa parte do percurso. Em 2012 os treinos estavam a todo vapor, e pouco a pouco ele foi conquistando melhores tempos. Completou duas meias e subiu ao podium nos 10km da SMELJ na categoria. Depois do casório a rotina mudou um pouco e nesta reta final ele acabou não conseguindo manter a regularidade nos treinos. “Desta vez consegui pelo menos fazer o longão de 32km, mas queria ter me preparado um pouco melhor, e rodando mais de 100km por semana de bicicleta ficou muito difícil” diz ele. “Acredito que nossa preparação foi boa, foram 3 meses de treinos bem distribuídos, volume e intensidade variando a cada semana e aumentando, aumentando!! Todos sabíamos da importância do longão de 36-37km, mas devido ao trabalho de cada um, e cansaço da sequência de treinos acabamos abrindo mão desse treino, o que acreditamos não irá atrapalhar em nada, pois no momento da prova todos iremos nos superar e alcançar o objetivo.”

Os 4 malucos pretendem fazer a prova num pace de 5:00 min/km, completando o desafio entre 3h30 e 3h40.

Raio-X da prova:
A Maratona de Curitiba será realizada no dia 18/nov, e o clima da prova é uma grande incógnita. Curitiba tem o costume de ser imprevisível e em 2012 tem sido pior ainda. No inverno fez muito calor, e em novembro ainda não esquentou. Com largada as 7h15 (se considerarmos o horário de verão a largada é com “sol” das 6h15). Para a elite que deve completar a prova abaixo de 3 horas o clima não fará tanta diferença, mas a partir daí, o pessoal que ficar para completar próximo das 11h da manhã já poderá sofrer um pouco caso esteja um dia quente. O percurso é desafiador, com bastante variação de altimetria. Já no começo antes dos 5km, uma subidinha puxada próxima a sede da OAB-PR, lá pelo km 9 e 10, subida da Desembargador Motta e da 7 de Setembro e depois entre o 13 e 15 da Arthur Bernardes. No trecho de ida e volta pelas rápidas Centro-Portão-Centro vários sobe e desce. Depois de alguns km em descida na Brasílio e plano na Marechal, chegamos a subida do TRE. Entre o 38 e 40 passamos pela subida do viaduto do Capanema, e depois na Carlos Cavalcanti, aproximando do final em trecho plano na Cândido de Abreu, ufa!! 42.195 metros!!

A equipe G5 agradece a confiança e o empenho de todos e que os novos malucos possam surgir!!! Já fica o convite (intimação) para 2013, Léo, Luizão, Duran, Caverna, Babi, Malu! Keep Running!

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Estratégias de Prova

Ritmo?! Tática?! Estratégia?! Se você é daqueles que simplesmente vai pra prova e corre, pare um momento e leia com atenção essa matéria!!!! Sem dúvida a corrida de rua vem crescendo muito, a cada dia mais e mais pessoas correndo, e mesmo aqueles que ainda estão naquele ritmo de fartlek (corre/caminhada) estão frequentemente participando das provas por aí.

Mas e aí, você tem uma estratégia pra correr? Não sabe?! Vamos demonstrar agora algumas maneiras de se programar uma prova, são táticas e estratégias que podem lhe ajudar a conquistar recordes e até a vencer desafios que você não imaginava conseguir. Antes de mais nada, o primeiro passo para se definir uma tática de prova é conhecer o percurso e sua altimetria, identificar se há trechos de asfalto, areia, grama, etc., em quais quilômetros estão as principais/piores subidas e descidas e ter consciência da sua capacidade, do seu ritmo de treino e de qual é o seu objetivo. Facilita muito se você tiver equipamentos adequados como frequencímetros, cronometro, gps, etc.

Definido isso, você pode brincar com as táticas abaixo, sendo os gráficos baseados no pace (min/km) (as nomenclaturas foram definidas pelos professores da G5, em outros sites ou artigos você pode encontrar as mesmas táticas com outros nomes):
– Tática Parábola ou U invertido: talvez a mais usada entre os corredores, consiste em largar forte, normalmente num ritmo mais forte do que normalmente se treina. Gradativamente, com o cansaço o ritmo vai caindo e a pessoa diminui o passo para se recuperar da largada forte. Chegando mais próximo do final da prova, já recuperado, a pessoa aperta o passo novamente e acelera. Essa tática pode ser usada também em provas com subidas longas no meio da prova.
Tática Parábola G5

– Tática de Ritmo: uma das mais difíceis de ser feita, consiste em definir um ritmo fixo e tentar mantê-lo durante toda a prova. Indicado para aqueles que contam com auxílio de GPS ou para provas planas. É a preferida pelos Prof G5, pois faz com que a pessoa se concentre apenas na sua prova e no seu ritmo proposto, deixando de lado aquela empolgação da largada ou da chegada e se esforçando mais em subidas.
Tática de Ritmo G5

– Tática Sprint Final: você deve correr controlando seu ritmo, procurando guardar energia e fôlego para o final. Normalmente o início da prova deve ser num ritmo mais leve que seu ritmo normal de prova para acelerar TUDO no final. Não indicada para provas que terminam em subidas.
Tática do Sprint Final G5

– Tática Zig Zag ou Intervalada: não é muito comum de se utilizar em provas, na verdade você acaba transformando a prova num treino pegado!! Pode ser utilizada em provas com grande variação de altimetria, e até em busca de recordes. Você pode não conseguir manter um pace de 4:15 durante toda a prova, mas pode fazer uma variação de modo que o ritmo final seja menor que 4:15 como no gráfico.
Tática Zig Zag G5

– Tática Velocidade Regressiva: Você larga com tudo e vai tentando manter o ritmo, com o cansaço o ritmo vai caindo e gradativamente até o final da prova seu pace vai aumentando e a velocidade diminuindo.
Tática Velocidade Regressiva

– Tática Velocidade Progressiva: ao contrário da anterior, nessa você larga controlando o ritmo, mais leve que o de costume, e com o passar dos quilômetros vai aumentando a velocidade gradativamente. Usada normalmente por quem está lesionado ou voltando de lesão, inicia a prova com receio ou insegurança e aos poucos vai se soltando.
Tática Velocidade Progessiva G5

E aí, qual a sua preferida? Deixe seu comentário e nas próximas corridas experimente!

G5 Esportes – Sua melhor escolha!

Protocolos de Avaliação Física e Predição do Consumo Máximo de Oxigênio

Iremos apresentar alguns protocolos utilizados para avaliação física e predição do consumo máximo de oxigênio, mais conhecido como VO2 máximo. Serão apresentados protocolos variados, que podem ser utilizados de diversas maneiras, sendo que nosso trabalho é feito em grande parte com base nesses protocolos, como testes na pista de atletismo, na esteira, em cicloergômetros, e testes de fácil aplicação em grandes populações, como os testes de banco.

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Falaremos inicialmente o que é o VO2 máximo, e qual a sua aplicação para a área da Educação Física, tanto para a saúde, quanto para o auto rendimento. O consumo máximo de oxigênio vem sendo muito estudado e utilizado atualmente. Quando realizamos atividades de média e longa duração, necessitamos de uma grande capacidade de captar, transportar e utilizar o oxigênio, e com o aumento da intensidade de exercício, por exemplo, aumenta proporcionalmente o consumo de oxigênio pelo organismo, chegando até um valor máximo, que seria o limite de consumo de oxigênio pelo organismo, ou VO2 máximo. Uma equação, demonstrada por Fick, exemplifica o significado do VO2, na qual este é determinado pelo produto do débito cardíaco (FC x VE), pela diferença arteriovenosa de oxigênio. Em poucas palavras, seria a capacidade máxima do coração bombear sangue para o corpo, distribuindo o oxigênio para o organismo. O VO2 pode ser apresentado em valores relativos (ml/kg/min) e absolutos (l/min). Este demonstra o valor máximo em litros, que o coração bombeia de oxigênio, através do sangue, para o organismo em 1 minuto. Aquele demonstra valores relativos à massa corporal de cada indivíduo, e é um melhor indicador da performance física.

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Existe ainda uma relação linear defendida por alguns pesquisadores entre a FC e o VO2 máximo, sendo o consumo máximo de oxigênio considerado como 100%, em igualdade com a FC máxima, e seguindo uma relação como demonstra a tabela 1.
Tabela 1 – Relação entre FC e VO2 máximo.

Fonte: Cooperativa do Fitness

O VO2 máximo é considerado hoje um pré requisito para o bom desempenho em corredores de longas distâncias, ciclistas, e atletas que realizam atividades de endurance de uma forma geral. Este indicador tem uma determinação 50% genética, e pode ser melhorado com o treinamento. Estudos demonstram que em treinamento intenso, de auto rendimento, o indivíduo atinge seu limite máximo de VO2 com 18 meses de treinamento.

O VO2 máximo vem sendo muito utilizado também para prescrição de exercícios para a população em geral, principalmente em programas de corrida e caminhada. O consumo máximo de oxigênio pode ser obtido de forma direta ou indireta. A forma direta é através de testes físicos, utilizando aparelhos analisadores de gases, no qual o indivíduo utiliza uma máscara, e todo o ar que expira é controlado por um programa (filtro, analisador, computador). O método direto é mais utilizado para atletas de auto rendimento, pois tem um custo de aparelhagem muito alto.

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A forma indireta pode ser feita de diversas maneiras. Existem testes de esteira, cicloergômetros, de banco, de quadra, de pista, etc. A maioria destes testes indica o valor do VO2 máximo através de fórmulas, criadas com base na comparação entre os testes propostos, e os valores obtidos no teste direto.

Para os cálculos do VO2 nossa equipe utiliza a fórmula do American College of Sports Medicine (ACSM, 2006), que tem o componente vertical e o componente horizontal (VO2 = CH + CV). O componente horizontal é determinado para velocidades entre 50 e 100 metros por minuto, CH = (vel x 0,1) + 3,5. E o componente vertical para a mesma velocidade é igual a, CV = % incl x vel x 1,8. Para velocidade acima de 133 metros por minuto CH = (vel x 0,2) + 3,5, e CV = % incl x vel x 0,9. Para preencher a lacuna existente, utilizamos a primeira fórmula para valores até 119 m/min, e a segunda para valores acima de 120 m/min.

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Protocolos de esteira:
Veja abaixo algumas tabelas referentes aos protocolos de esteira.

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Protocolos de pista:
COOPER, 1977 (teste de 12 minutos): Deverá ser realizado numa pista de atletismo, ou em local plano, que seja possível ter o controle exato da distância percorrida (parques, pistas reduzidas). O indivíduo deverá percorrer em 12 minutos a maior distância possível, que será anotada em metros, por exemplo: D = 2900 metros. Depois de realizado o teste, será utilizada a seguinte fórmula* para estimar o valor do VO2 máximo:
VO2 máximo (ml/kg/min) = (D – 504,9) / 44,73
*Podem ser encontradas algumas variações para esta fórmula como (D – 504) / 44 ou (D – 504,1) / 44,9
Para o exemplo acima, teríamos o VO2 máximo= (2900 – 504,9) / 44,73 = 53,5 ml/kg/min

BALKE – Teste de Pista.
Corrida em pista de atletismo de 400m, com 15 minutos de duração, procurando percorrer a maior distância possível em uma cadência constante.
VO2 máx.= (vel x 0,2) + 3,5
Como exemplo, se um indivíduo percorreu 3525 metros, equivale a 235 m/min. Aplicando na fórmula: VO2 máx.= (235 x 0,2) + 3,5 = 50,5 ml/kg/min.

Protocolos espaços reduzidos:
Teste de Cooper 12 Min – Adaptado para quadra (Osieck, 2002)
O espaço utilizado deve ser um retângulo e medir 10m x 20m, e pode ser delimitado por cones. A cada volta são percorridos 60 metros. A fórmula deve ter a seguinte correção e depois aplicada na fórmula de Cooper:
Homens -> DCR = 409,87 + 0,93862 (D) D = número de voltas x 60
Mulheres -> DCR = 160,28 + 1,0035 (D) DCR = distância corrigida em metros.
VO2 máx. = (DCR – 504,1/ 44,9)
Como exemplo, um homem que em 12 minutos deu 40 voltas na quadra, terá o VO2 expresso da seguinte maneira: DCR = 409,87 + (0,93862 x 40 x 60) = 2662,56
VO2 máx. = (2662,56 – 504,1/ 44,9) = 48,07 ml/kg/min.

Protocolos para Cicloergômetros:
Para estes protocolos é necessária uma bicicleta ergométrica que possua indicadores de resistência de frenagem e número de rotações por minuto, e indicação da potência utilizada em Watts, sendo a unidade mais aceita para a medida, que é equivalente a 6,12 kg/min.

ASTRAND – Submáximo
Este teste tem duração mínima de 6 minutos a 60 rpm, e a média utilizada na FC será entre o 5° e 6° minuto, e deverá estar entre 120 e 170 bpm.
A carga para homens deve ser 100 e 150 W, e para mulheres, 50 e 100 W. A fórmula para o cálculo do VO2 deve ser aplicada como segue abaixo:
Homens = (165 – 61 / FC – 61) x VO2 CARGA
Mulheres = (198 – 72 / FC – 72) x VO2 CARGA
VO2 Carga (l/min) = (0,014 x carga em W) + 0,129
Como exemplo podemos fazer uma simulação com um indivíduo de 62 anos, que pese 68 kg, utilizando a potência de 100 W. Sua FC média nos minutos 5 e 6 foi de 156 bpm.
VO2 carga = 0,014 x 100 + 0,129 -> 1,53 l/min
H= (195 – 61 / 156 – 61) x 1,53 = (134 / 95) x 1,53 -> 2,16 L/Min
Aplicando o fator de correção como demonstra a tabela:
2,16 x 0,65 = 1,4 l/min
Para obter o valor relativo a massa corporal, encontramos o valor em mililitros e em seguida dividimos pelo peso.
1,4 x 1000 = 1400 / 68 Kg -> 20,59 ml/kg/min.

BALKE – Cicloergômetro
Para este protocolo devemos utilizar a seguinte fórmula: VO2 máx. (ml/kg/min) = [(Potência em Watts x 12,2) + 300] / Peso. E seguir o que manda a tabela abaixo:

A potência em W será considerada a última carga de trabalho completo. Utilizaremos o mesmo indivíduo para realizar um exemplo, e que chegou a 175 W.
VO2 máx. = [100 x 12,2) + 300 / 68
VO2 máx. = 22,35 ml/kg/min.

Protocolos de banco:
NAGLE (ARAÚJO, 1984):
Se inicia o teste com o banco a 12 cm de altura, para homens, e 8 cm para mulheres. Durante o teste, o banco deve ser aumentado 4 cm a cada 2 minutos, até que se tenha 52 cm de altura. O ritmo deve ser de 30 passadas/min. Em pacientes muito debilitados pode-se iniciar de 4 cm e ir aumentando a cada 2 min, considerando como carga final a última completada pelo testado. A altura é expressa em cm. Não é um teste de tão simples aplicação, pois é necessário um banco que tenha o controle exato do aumento e seja de fácil manuseio. Como exemplo, um indivíduo que permaneceu no teste até 44 cm. A fórmula para chegar ao VO2 é a seguinte:
VO² máx= (0,875 x altura do banco) + 7,00 = 45,5 ml/kg/min.

QUEEN’S COLLEGE, (MCARDLE ET. AL.,1981):
Teste criado para ser utilizado em grandes populações de maneira rápida, fácil e barato. Quando desenvolvido, foi realizado na arquibancada da Universidade, que media 40,6 cm. É necessário um metrônomo, que dará a cadência para subida e descida do banco. O indivíduo deve a cada “beep” realizar uma pisada, subindo com um pé de cada vez, e descendo da mesma maneira. O teste deve ser realizado por 3 minutos. Para os homens a velocidade deve ser de 96 bpm (24 subidas e descidas completas), e para mulheres 88 bpm (22 subidas e descidas completas). Logo após o término dos 3 minutos, deve ser anotada a FC do indivíduo e aplicada nas fórmulas abaixo:
HOMENS = 111,33 – (0,42 x FC)
MULHERES = 65,81 – (0,1847 x FC)
Durante a aula, realizamos este teste e o resultado obtido para a FC foi igual a 134.
111,33 – (0,42 x 134) -> VO2 = 55 kg/ml/min

Teste de 1 Milha:
Proposto por Kline et al (1987), este teste permite estimar o VO2 (ml/Kg/min) de indivíduos com menor condição física ou que apresentam limitações quanto à realização de esforços físicos mais intensos. Consiste em procurar caminhar, em ritmo individual, uma distância de 1600 metros, controlando a freqüência cardíaca ao final do teste, assim como o tempo despendido para realizar o percurso.
VO2 máx = 132,853 – (0,0769 x PT/0,454) – IDADE (0,3877) – TEMPO (3,2649) – FC (0,1565)
HOMENS: adicionar 6,315
PT=peso total
FC=frequência cardíaca

Classificação do VO2 máximo.
Considerando que a capacidade de absorção de O2 está diretamente relacionada a capacidade de resistência, Hollmann e Hettinger (1983), afirmam que até os 12 anos a capacidade de absorção de O2 aumenta paralelamente nos homens e mulheres. A partir dessa idade até os 18 anos o aumento é maior nos homens. A mulher atinge seu limite máximo em torno de 15-17 anos e entre os homens aos 23-24 anos.
Demonstramos a seguir as tabelas de classificação do VO2 de acordo com cada faixa etária:

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Finalizando
Exercício físico não é brincadeira, procure sempre o auxílio de profissionais de Educação Física, que com um acompanhamento adequado poderão montar treinamentos, dosar as intensidades, conhecendo os limites de cada aluno, tornando-se fácil mostrar os resultados alcançados, a evolução da condição física e consequente melhoria da saúde.
Deve-se tomar cuidado ao reconhecer o tipo de público que está sendo avaliado. Alguns testes não devem ser feitos com atletas de alto nível, outros são mais recomendados para idosos ou pessoas sedentárias, e é necessário ainda utilizar-se sempre do mesmo protocolo para realizar avaliações e re-avaliações com um mesmo sujeito.

Autor: Prof. Gustavo Nogas
Equipe G5 Esportes

*Trabalho apresentado na disciplina Medidas e Avaliações, Prof. Dr. Raul Osiecki, curso de Bacharelado em Educação Física da UFPR.
REFERÊNCIAS
American College of Sports Medicine. http://www.acsm.org/

Action Academia. Avaliação: VO2 máximo – definições. Disponível em: http://www.actionacademia.com.br/index.php?link=11 Acesso em: 26/11/2009, as 14:22.

Cooperativa do Fitness. Protocolos Para Testes De Avaliação Da Capacidade Cardiorespiratória. Disponível em: http://www.cdof.com.br/protocolos.htm Acesso em: 26/11/2009, as 14:04.

Fernandes, J. F. A Prática da Avaliação Física. RJ: Shape. 1999.

Heyward, V. H.; Stolarczyl, L. M. Avaliação da composição corporal. SP: Manole, 2000.

Monteiro, A. B.; Fernandes. J. F. Análise da composição corporal: uma revisão de métodos. Revista brasileira de cineantropometria e desenvolvimento humano, 2002.